quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Fim?
Ela deixou de lado o sexo, esqueceu o amor, morreu por dentro e no fim hoje ela simplesmente nem pensa mais no sexo alheio (muito menos no mesmo sexo!).
sábado, 15 de novembro de 2008
Mãos
noite linda. Se eu lembrasse.
Estava na vernissage de um amigo, muita vodca, pouca gente com rosto, muita gente querendo existir.
Eu sempre me adapto a não me adaptar. O humano, era alto e usava óculos.
Tinha aquele jeitinho prepotente pra disfarçar a timidez. Eu não tenho nada a perder nem vou perder nada. Ele estava acompanhado de umazinha loirinha, pequenininha, bonitinha, moçinha. Tadinha. Não dou pra moça. Dos cabelos despenteados às unhas vermelhas descascadas. Ele foi pegar bebidinha pra ela. Ela fica sozinha, tadinha. Fui atrás dele, lógico. Finjo uma esbarrada, derramo vodca na camisa branca dele, e sorriu sem graça.
- sinto muito. Que desastrada que sou... - na verdade eu devia estar falando, que tal você ir até o meu apê se limpar?amanhã prometo te fazer panquecas.
- É mesmo. - opa!arrogante! Casar já! Casar agora!
- Você sempre usa sua arrogância como estratégia de charme para cantar mulheres auto-suficientes?
- não estou te cantando. - vamos tatuar um pé na sua bunda logo verônica.
- Oquei. Que tal você ir até o meu apê se limpar? Sei fazer panquecas ótimas no café da manhã.
- Como?
- Tchau. - me puxou pelo braço. Sorriu e comentou:
- se é tão auto-suficiente, porque precisa de companhia a noite? Tem medo de bicho papão?
- Tenho medo de homens que não rejeitam uma trepada... me enganei. Tchau.
- Mas, foi você que sugeriu isso. - sorriu com os olhos, bonitinho.
- Com licença, largue meu braço e se afaste. Isso é assédio sabia? Sua mulherzinha o espera e se mantenha longe da minha bebida pra evitar acidentes.
- Você é maluca?
- Não sei o que sou. Mais sei que sou.
O resto da noite, vocês imaginam. Bebi, bebi. Sozinha. Se eu sou maluca? Malucos são estouvados e fedem. E babam. Eu sou só uma mulher querendo passar o resto da noite com uma mão segurando a minha. Depois de beber a bebida inteira do bar, e tentar extorquir o garçom, para sair e me comprar mais cigarros eu não lembro de mais nada.
Mas pela manhã, tinha um rapaz moreno sem óculos e muito sorridente me trazendo café. Quem é ele? Quem é? Coloque suas lentes de contato já. Opa! Tô pelada!lençol!
Quem é você e o que faz aqui?o que eu fiz com você? Seja o que for, estava possuída noite passada. - sai correndo pro meu banheiro rosa, de azulejos rosas, e tudo mais rosa... coloquei às lentes e me observei. Estava um caco! Lavei o rosto. Prendi os cabelos. E ainda enrolada no lençol, sai do banheiro rosa.
- Oi... - tudo estava nítido agora.
- E você me prometeu panquecas. Nunca mais devo acreditar em mulheres.
- Eu não... sabe? Você e eu...? é... - deve ter sido a pior trepada da minha vida. A pior performance na certa.
- Não. Não. Você estava caída no chão do banheiro da vernissage, tinha vomito na roupa. E eu não transo com mulheres com vomito na roupa.
- Daí tirou minha roupa. Você é um escroto!
- Porque está tão irritada? Pelo que me lembro, ontem você tirou sua roupa, numa tentativa maluca de fazer um striper...
- eu fiz isso?
- é. e jogou o sutiã na varanda do vizinho. Depois disso, apagou no sofá. A pior parte da noite foi descobrir onde você mora. te trouxe pra casa, após rodar o bairro inteiro, você deveria andar com uma coleira dizendo seu endereço. Não sabe onde mora quando bêbada.
- Desculpa. eu... eu não sei o que dizer.
- Imagina. Foi uma noite no mínimo, nada entediante. - sorri sem graça. Ele já descobriu minhas celulites mesmo. Como isso pode piorar?
- E sua mulherzinha?
- Irmã.
- Todas são. Ainda quer panquecas?
- De uma bêbada frenética? Não obrigado. mas se você aceitar, te pago umas na mercearia da esquina.
- Só preciso de roupas. Um minuto.
Minha cabeça latejando. gosto de vômito na boca. totalmente sem graça. essa deve ser a sensação de estar casada... ou passa perto. Os flashs não me deixavam em paz. Eu me lembro de um sutiã jogado mesmo. Lembro de tentar assediar ele mostrando minha borboleta tatuada na virilha. Lembro que estava com uma calcinha cor de pele! Nada pior!nada mais brochante do que calcinhas cor de pele!e me lembro de uma mão segurando a minha, enquanto eu vomitava. Isso deve ser o máximo de romantismo que pode me acontecer...
terça-feira, 26 de agosto de 2008
always and never
e espera. e liga...
toca a segunda linha. daqui a pouco ele retorna...
e depois de fumar o terceiro cigarro ela percebe q não. ele não virá.
sai da redação blasfemando amaldiçoando gerações da família do Breno.
'filho de uma puta. deve ter arrumado coisa melhor pra fazer.
quando ele estava no meu quarto o telefone tocou e ele não atendeu. deve ter outra no pau dele agora...'
ela tenta não pensar nisso e trabalhar. mas todos os textos falam de amor e ela não pode traduzir amor hoje.
hoje não.
hoje ela quer fumar muito. beber muito. bater em alguém.
hoje ela transpira ódio...
o que ele tem de melhor pra fazer hoje do que me fuder ???
tífüdê
se for aquela ex-namoradinha nojenta que ele nunca mais me ligue.
aliás. que ele nunca mais me ligue. na vida !'
tenta voltar ao trabalho. mas pensa em quanto tempo não abre seus e-mails... resolve ver se tem alguma piada ou slide interessante.
quem sabe o flyer de uma balada super interessante.
'esse muleque não vai me tirar o sono.'
e é então que valkyria vê um e-mail de Italo... Italo Kendall.
o único homem capaz de fazê-la tremer. só de ver o nome dele na sua caixa de mensagens.
o homem q há 7 anos atrás enlouqueceu sua vida. sua mente. seu coração e foi embora.
fazer um mochilão pela Europa... depois ela soube que ele foi pra Austrália...
mas nunca foram de trocar e-mails... no começo ele mandou umas fotos. mas, o que era aquele e-mail?!?
e era quase um telegrama.
'passo pelo Brasil na sexta. só fico uma semana.
ainda sinto seu cheiro. quero te ver. vou te achar.
sexta ?!?
q sexta ?!?
hoje é sexta !?!
é hoje ?!?
a sexta ?!?
a voz quase não diz o alô. e ela ouve a risada de Italo... a risada que ela nunca vai esquecer e que faz com que ela derrube um dos capuccinos no texto que ela teria que traduzir.
'buon giorno principeza' diz Italo com um sorriso na voz.
valkyria grita tão alto que todos na sala se assustam.
eles conversam em italiano e marcam de se encontrar no café de sempre.
pouco depois da hora do almoço valkyria corre pra casa pra tomar um banho. trocar de roupa e passar seu perfume novo. ainda bem q tinha feito as unhas. o Breno é um cara muito legal.
assim que chega no café vê Italo na máquina de pin ball... lindo...
moreno do sol australiano e com os cabelos muito pretos e desarrumados.
ele se vira e ela vê os olhos verdes mais brilhantes que ela já viu na vida. e o sorriso mais sincero.
eles se abraçam gritando ... sete anos longe ...
e eles ainda têm o mesmo cheiro...
-você colocou pircing no nariz sua maluca.
-e no mamilo. hahahaha
-até que teve coraaagem...
-eu não falei que faria ??? sou uma mulher de palavra, esqueceu.
-não esqueci nada, minha maluca... nada...
-meu Deus... que saudade desse abraço. desse teu cheiro.
-que saudade de você minha branquela... saudade desse coração acelerado saindo do teu peito.
não ouviam nada. não falavam nada. não viam mais nada. que não fosse os seus olhos.
brilhantes como a muito tempo esses pares de olhos não brilhavam...
-vocês vão beber alguma coisa ? -perguntou a garçonete.
-uma vodka. -disseram quase juntos.
-duas. –disseram juntos.
gargalharam... sentaram e começaram a falar sobre a distancia dos sete longos anos. do q fizeram juntos. o que fizeram separados. são sete anos...
beberam a vodka. fumaram cigarros. ele perguntou se ela tinha outro tipo de cigarro. ela nem respondeu. Ffz cara de deboche. ele riu e perguntou se ela queria ir com ele ver as fotos no hotel.
mas disse isso com um olhar que a despiu em 10 seg. e fez com que ela não tivesse palavras, nem cara de deboche.
pediram uma garrafa de vodka e foram pro hotel.
fumaram o cigarro mais prazeroso dos últimos sete anos pra ambos.
conversaram sobre tudo. sempre muito perto ou mesmo se tocando. bebendo a vodka... por vezes no gargalo...
tiveram a melhor noite de suas vidas...
fizeram amor olhando nos olhos. fazendo as declarações mais lindas. e treparam feito animais... se mordendo e se xingando.
adormeceram no chão do lado da cama e acordaram bêbados e confusos.
tomaram um delicioso banho demorado juntos. ignorando o trabalho dela...
café na cama.beijos e mais confissões.
iam lembrando juntos a noite. claro que cada um lembrava uma coisa... e algumas foram esquecidas por completo...
a vodka. claro.
valkyria começou a se trocar e ensaiar a desculpa que ia dar pelo atraso gigantesco...
-mas você não ia ficar no Brasil uma semana ?
-eu vou.
-e pra onde você vai ?
-floripa..
-FILHODAPUTA você vai conhecer floripa !
-... sou um homem de palavra, esqueceu.
-filhodapuuuta...
-vai fumar ?
pega o celular. liga pro trabalho dizendo q está doente. fuma e volta pra cama... pro ombro de Italo. sem saber pensam juntos como teria sido a vida de um se tivesse seguido a do outro...
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Seu nome? Victória, mas a chamam por aí simplesmente de...
Vinda de família de classe média, hoje se encontra num estado praticamente deplorável: sem emprego, sem um puto no bolso para comprar seu melhor amigo, o vulgo cigarro, e sua melhor amiga, a vulga cerveja; sofre de extremas crises de transtorno bipolar, tem como companheira a depressão que a afunda em comer 3 maços de cigarro e 2 garrafas de conhaque pelo menos uma vez na semana; largou a faculdade no último ano por não ter nem grana e muito menos vontade de adquirir seu péssimo diploma de faculdade particular de um curso que tanto menosprezava ( já que seu sonho sempre foi estudar filosofia!); não tem um passado muito limpo, como o da maioria das garotas; passa seu tempo discutindo com a família, lendo bobagens na internet, comendo besteiras, pintando as unhas, arrumando o cabelo; utiliza como lema de vida o dito "deixe tudo para amanhã", não se preocupa nem um pouco em reverter seu estado atual, apesar de ter sonhos que considera impossíveis, tal como um dia ser a famosa vadia que ocupará um cargo de confiança numa mega empresa na qual nunca as putas que tanto a invejam farão parte!!!
Vicky, trocava a cor de seu cabelo como quem troca de calcinha, fora vermelho por longos 6 anos, fora roxo em algumas semanas, rosa em alguns dias, até branco por meses, porém sempre odiou a idéia de tornar-se loira já que abominava tal “tipo” de pessoa, por que elas sempre tendem a ser vadias, e ela não aceitava o fato de ser uma vadia reconhecida!
Até que possui um corpo comum, nada de ser gostosa ou magrela, simplesmente não liga para estas viagens de academia que toda mulher ama, ela simplesmente tem sua genética ao seu favor fazendo com que muitos homens babem pela mulher de 23 com carinha de 18; tem em seus lábios sua vadiagem já que sabe como ninguém morder o canto de sua boca numa forma até mesmo que inconsciente de ser sexy, seus olhos grandes e negros chamam a atenção já que eles falam mais que sua boca e sua forma de mexer a sobrancelha definitivamente entrega todas as suas mentiras! Fazia disto um lema: usar, abusar e simplesmente se deixar usar e abusar...
Porém há menos de um mês conheceu Guilherme e o mesmo a fez cair das próprias pernas e deixar este mundo de vadiagem, pelo menos por enquanto, mas ainda há más línguas que dizem que tal moçoila tende a ser uma eterna vadia assim quando chutada para escanteio...Mas é bem aquilo:tanto dizem tanto dizem que mal sabemos o dia de amanhã, pois ele, NEM Deus sabe!
sábado, 3 de maio de 2008
As escolhas que me escolhem.
- mato?! Eu vou dar no mato? Eu até daria... na real. Mas este aí cheira a morte.
Olá. Eu sou Verônica. Verônica de lugar nenhum. Mas que já esteve em muitos lugares.
Verônica filha de Maria Ninguém e seu José Coisa Alguma . Verônica esposa da Liberdade e amante do Descompasso. Sempre assim, meu coração sempre bate assim... em seu compasso descompassado. Constantemente descompassado. Hoje é um, amanhã é dois, e depois é Eduardo, e quem sabe Antonio. Mas sempre o descompasso de sempre. E eu me alimento disso, uns corações no alho e óleo, doses de melancolia e arrependimento com duas pedras de “me trate bem hoje”. Por favor... me trate bem hoje. Mendigando qualquer coisa que descompasse a porra do meu coração. Revirando as latas em busca de um novo vira-lata pra esquentar minha noite. Esquentando minha cama. Amamentando minha alma e comungando de umas idéias incomuns e um vinho barato. Pela manhã, os olhos inchados e o cinzeiro abarrotado de cigarros e aquele esfrega, esfrega gostoso antes de se levantar. Ele toma banho primeiro, e eu sonho acordada, pedindo pra o hoje acontecer amanhã. Moro na rua. Moraria na rua... mas não moro. Vasculho de lata em lata um novo vira-lata que de alguma forma me prenda me deixando só e livre. Se isso é possível você também não deve saber... mas é só o que eu procuro. Um motivo de paz, de paz alguma, pra qualquer coisa, com qualquer motivo.
Não dou no mato...!!! talvez na lata. Mas ontem descobri que mato tem cara e que matos pinicam. Daí desisti de dar ali. Deixa pra dar depois. Vadias como eu, merecem uma lata decente com um sexo indecentemente selvagem, sem cheiro de morte nem coceira mais tarde.
- não obrigado querido. Fica pra próxima.
- você sabe negociar. –olhar maldito do maldito tesudo.
É eu sei. Sei do que sei e sei usar o que sei. Só nunca quero entender o que não sei. E ponto.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Please allow me to introduce myself...
valkyria.filha d uma professora história. seu pai morreu quando ainda era pequena e deixou bastante dinheiro pras duas.
É auto-didata. tem inglês fluente. é apaixonada por francês e italiano. mas odeia espanhol.
tem uma vida bem desregrada e promiscua. já q não consegue confiar em ninguém.
homem. mulher. criança. animal.
não gosta d velhos nem d crianças.
não tem projetos. não terminou nenhuma das 5 faculdades q começou... [letras. psicologia. comunicação social. geografia e turismo.]
trabalha como tradutora e editora numa revista d música. e aos sábados na boate mais badalada da cidade.
sempre está muito feliz. ou muito triste.
tem um humor negro sempre na ponta da língua. pra tudo e pra todos.
mas ela não liga.
é auto-suficiente e sempre gostou d ser sozinha...
nunca pensou em casar. família era seu gato chamado black jack... claro q ele era preto.
...até conhecer Victor... um homem também muito livre. mas com seus dois pés no chão.
é fotógrafo e trabalhar é seu lazer. ama o q faz e não coloca nada nem ninguém acima disso.
q teve 5 namoradas mas nenhuma delas o completou, o entendeu.
pensava em casar. mas não em mudar... queria viver na praia com uma câmera na mão. um baseado na boca um labrador no seu pé e uma bela mulher a seu lado.
q admirasse o por do sol com ele...
e q lavasse, passasse e cozinhasse também...
eu não sei como isso poderia acontecer. mas vai acontecer.



